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Trabalho híbrido é tendência e deve ser modelo no pós-pandemia

publicada em 08/10/2021

 

O modelo híbrido de trabalho, com parte dos funcionários no escritório e parte a distância, parece ser mesmo a tendência atual. Uma nova pesquisa feita pelo Great Place to Work (GPTW) com 2.008 pessoas e obtida com exclusividade pelo Valor mostra que, entre os respondentes, 30,2% afirmam que as empresas onde trabalham já adotaram uma nova política em relação ao formato de trabalho. Entre esses, 77,7% ficarão com o modelo híbrido no contexto pós-pandemia. “A maioria já trabalha nesse formato híbrido e considera esse modelo para o futuro”, comenta Tatiane Tiemi, vice-presidente do Great Place to Work

Segundo o levantamento, atualmente, 46,8% dos respondentes estão em uma organização que já está no modelo híbrido, enquanto 37,1% estão totalmente remotos e os demais, 100% no presencial. Tiemi ressalta que a pesquisa mostra uma sensibilidade das empresas de ouvir o funcionário [para estabelecer grandes mudanças]”. O levantamento mostrou que quase 63% buscaram ouvir os empregados sobre a possibilidade de retorno ao modelo presencial, para entender a percepção deles em relação ao formato de trabalho.

 O desejo dos funcionários, aliás, está em sintonia com as decisões das empresas, segundo a pesquisa. Entre os respondentes, 64,7% preferem o trabalho híbrido, enquanto apenas 16,4% acham melhor atuar 100% home office e 11,3%, totalmente presencial. “Com essa importância para a voz do colaborador, as empresas têm oportunidade de alinhar suas estratégias de gestão de pessoas”, afirma.

 Na percepção de Tiemi, a pandemia acelerou esse processo de escuta das empresas. “Elas tiveram esse senso de urgência de adotar pesquisas para ouvir os colaboradores”, comenta. “Construir uma relação forte de confiança com o time só é possível quando há comunicação de duas vias.” Segundo ela, esse movimento se reflete em um aumento no número de empresas que procuraram o GPTW no último ano para desenvolver uma cultura de confiança no ambiente de trabalho. Tiemi explica que, para criar um ambiente de alta confiança, fundamental no modelo remoto ou híbrido, o primeiro passo é ouvir o funcionário, o que se faz a partir das pesquisas. “Mas não é so aplicar a pesquisa. É entender de fato o que eles estão falando, priorizar os resultados para implementar ações que fortaleçam o que é positivo para essa população e trabalhar os pontos de melhoria indicados pela pesquisa.”

 No modelo presencial, Tiemi pontua, ainda era possível ter o formato de “comando e controle”. “No remoto não dá mais para ter isso, o gestor não controla tanto os detalhes, e a partir do modelo de trabalho a distância, ele teve que sair correndo para ouvir e construir essa relação de alta confiança e fortalecer o processo de comunicação.” É um pilar importante, diz Tiemi, que ganhou ainda mais relevância. “Sem alinhamento e confiança, o gestor não faz todos chegarem ao mesmo lugar.”

A pesquisa do GPTW, intitulada “Novas Formas de Trabalho: tendências para o póspandemia”, mostrou ainda que 56,3% das empresas passaram a contratar em outras cidades e estados, e 7,8%, também em outros países.

Entre os 2.008 respondentes, 20,8% estão no setor de tecnologia, 12,5%, na indústria e 8,6%, em serviços. No total, 22 setores foram representados. Por porte de empresa, a distribuição é variada, sendo que 16,4% trabalham em uma companhia que tem entre 200 e 499 funcionários e 16%, em uma com mais de 3 mil empregados. Em relação ao cargo, 30% são analistas, 22%, gerentes e 3,4%, presidentes de empresas

 

Por Valor Econômico

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