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RH das empresas sofrem para encontrar profissionais qualificados

publicada em 06/11/2015

Muitos reclamam por não conseguir arrumar emprego em meio à crise que afeta a economia ou quando conseguem o salário não é tão alto quanto esperavam. O setor de recursos humanos (RH) das empresas, porém, têm tido dificuldade para contratar funcionários, pois muitos não estão qualificados para os cargos.

De acordo com o economista Cléber Guimarães, são mais de 8,4 milhões de pessoas desempregadas. “Esse número equivale a 8,3% da população nacional desempregada. O número, comparado ao trimestre passado teve aumento de 3%”, explica o economista.

Com tanta gente desempregada, a procura por vagas disponíveis aumentou. Quem trabalha no comércio, no entanto, diz que nem todos os interessados têm perfil para as vagas disponíveis. A gerente de loja Vera Lúcia Teixeira afirma que o modo como o funcionário atende a clientela faz toda a diferença. “O cliente sente quando não é bem atendido. O vendedor tem que trabalhar feliz, senão o cliente não volta e ainda fala mal da loja”, diz.

Por isso, trabalhar apenas no que gosta não é suficiente. É preciso fazer mais do que pedem. Assim, simpatia é um dos atributos que contribuem para o sucesso. Aquela pessoa que aceita qualquer emprego mesmo a contragosto, só pelo salário, tem de se esforçar muito.

O economista orienta que mesmo que seja para ganhar um pouco menos que no emprego anterior, é importante se dedicar. "O que acontece é que as pessoas escolhem. Por exemplo, eu tinha um cargo maior, perdi o emprego e não quero retornar. A solução é dar um passo para trás de verdade, regredir um pouco para começar de novo”, diz.

Em um restaurante em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, os gerentes têm aceitado até quem não tem experiência, mas quando os interessados ficam sabendo que a vaga é para o turno noturno demora em um período de meses para conseguir. A gerente de restaurante Marlenir Câmara explica o porquê da demora. “Geralmente, quando fala que é noturno a pessoa já quer escolher o período da manhã”, afirma.

Outro problema, segundo esta psicóloga de uma rede de supermercado, Fernanda Bonelli, é a rotatividade. Aquele funcionário que troca uma vaga por outra por uma pequena diferença salarial. “É feio, porque a empresa precisa contratar e, às vezes, deixa de chamar outro interessado à vaga." Ela diz que quem sempre troca de emprego corre um risco. “Isso faz o candidato perder a credibilidade."

Investir na vaga e planejar o crescimento profissional dentro de uma empresa pode ser uma aposta muito vantajosa. Empacotador de supermercado, por exemplo, é uma função que em geral é procurada por quem está a procura do primeiro emprego, pelo menor aprendiz. São oito horas por dia, em pé, enchendo as sacolinhas e o que pode parecer uma profissção sem futuro, pode surpreender. Caso da secretária administrativa Giovana Catossi.

Ela começou como empacotadora e em menos de um mês já era recepcionista. Depois de um ano, se tornou secretária administrativa. "Esperava por uma empresa dar essa oportunidade para mim. Foi uma conquista, então resolvi abrir mão dos meus lazeres, amigos”, conta a secretária administrativa. Por isso, quem está desempregado e precisa voltar para o mercado de trabalho tem a opção de respirar fundo e encarar um recomeço.

Fonte: G1

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