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Profissionais estão felizes e otimistas, mas sem preparo para o crescimento do país, aponta estudo

publicada em 24/10/2011

Um estudo realizado no primeiro semestre deste ano pela senior coach Jaqueline Weigel, diretora do Núcleo de Coaching Integração, joint venture entre a Weigel Coaching e Integração Escola de Negócios, mostra a razão pela qual tem sido cada vez mais desafiador para líderes e empresas motivarem seus colaboradores. Durante cinco meses, Jaqueline conviveu com uma amostra de mil pessoas – 60% da capital paulistana e 40% do Rio Grande do Sul –, entre profissionais ativos, inativos e em transição; iniciantes e aposentados; mulheres e homens, e empresários e colaboradores, com idade de 23 a 75 anos. A finalidade foi entender a atual relação das pessoas com suas vidas, com seus objetivos no trabalho e se estão preparadas para o futuro do Brasil.

 

No tocante ao desenvolvimento humano e corporativo, os indicadores mostraram que o desempenho profissional tem relação direta com as metas pessoais e com os bens intangíveis da empresa, como clima, relações interpessoais, cultura e conhecimento. A avaliação mostrou que 32% das pessoas apontam seus medos como principais obstáculos, 29% buscam por segurança ou garantias, 19% se apresentam acomodados, 11% responsabilizam outras pessoas, e 9% a necessidade de serem controladoras.

 

Sobre objetivos de médio e longo prazo, 33% declaram que não os têm, 32,5% não os têm de forma clara, 15% nunca pensaram em prazo longo, somente 13,5% têm objetivos para 10 ou 20 anos de forma clara e definida, e 6% não responderam.

 

No entanto, o estudo também revela que 68% declaram-se felizes no momento atual, 29% parcialmente felizes e somente 3% demonstraram alto grau de infelicidade ou insatisfação. “Percebemos que o brasileiro está feliz, até mesmo eufórico, mas, ao mesmo tempo, perdido e despreparado para o crescimento do país”, ressalta Jaqueline.

 

Para ela, sentir felicidade e satisfação abundante sem ter objetivos claros é efêmero e não sustentável. “Pessoas não foram ensinadas a criar metas tangíveis, formatadas e claras, então seus anseios são abstratos, como ter saúde, paz, usar o potencial, ser feliz ou a mais simples e rasa de todas: ganhar dinheiro. Essas pessoas não treinadas para conquistar sonhos, ou sequer de construir um legado, passam a não ser capazes de responder perguntas básicas como quem é você, qual é seu sonho e porque ele é importante para você? Então, o profissional nessa situação pede aumento, só reclama ou troca de trabalho”, avalia Jaqueline.

 

A consequência disso, diz a executiva, é uma evolução mediana, aquém do que poderia ter sido, e a empresa absorve essa cadeia de frustrações sem saber como lidar com o assunto. “Tudo isso se estende para a carreira, que é um dos principais capítulos da vida pessoal. Sem um plano de vida estruturado, o plano profissional de sucesso encontra dificuldades, porque o profissional busca sucesso, mas não sabe exatamente o que é isso, o que torna a procura vazia e qualquer empresa ou profissão insuficientes para atender a demanda interna.”

 

De acordo com Jaqueline, as pessoas precisam aprender a refletir, planejar e somente depois agir. “Hoje, fazemos o contrário e isso gera desperdício e vazio”, lembra. Em sua opinião, as empresas precisam entender quem é o ser humano em sua natureza mais profunda. Sem isso, planos de carreira, remunerações, benefícios, projetos não serão o suficiente para gerenciar, motivar e mobilizar pessoas pelos resultados. “Contratar, medir, comandar e controlar, punir ou bonificar, já se sabe que são estratégias insuficientes para o sucesso a longo prazo”, enfatiza.

 

ABRH

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