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Mais recrutadores desistem de candidatos devido a redes sociais

publicada em 15/09/2014

Cresce o número de empregadores dos Estados Unidos que estão buscando informações adicionais sobre potenciais candidatos em redes sociais — e eles não estão muito bem impressionados com o que têm visto. De acordo com uma pesquisa do site americano de recrutamento CareerBuilder, 51% dos empregadores do país que pesquisaram sobre profissionais nas mídias sociais desistiram do candidato devido a conteúdos relacionados a ele existentes na web. Essa porcentagem era de 43% no ano passado, e de 34% em 2012.

Quarenta e três por cento têm usado as redes sociais para pesquisar candidatos, ante 39% em 2013 e 36% em 2012. Além disso, 12% não o fazem atualmente, mas pretendem começar a utilizar esse recurso. A pesquisa foi feita pela empresa especializada Harris Poll com 2.138 gestores contratantes e profissionais de recursos humanos e 3.022 profissionais do setor privado.

Os recrutadores, porém, não se limitam às redes sociais: 45% usam ferramentas como o Google para prospectar potenciais candidatos, sendo que 20% disseram que as utilizam frequentemente ou sempre. Além disso, 12% analisam os posts e comentários dos candidatos em sites de opinião como Glassdoor.com e Yelp.com.

Mas, afinal, o que esses empregadores têm encontrado nas mídias sociais que faz com que desconsiderem os candidatos? As razões mais comuns incluem:

•           O candidato postou informações ou fotografias provocativas ou inapropriadas: 46%

•           Candidato postou informações sobre estar bebendo ou usando drogas: 41%

•           Falou mal de ex-empregador: 36%

•           Tem poucas habilidades de comunicação: 32%

•           Fez comentários discriminatórios relacionados a raça, gênero, religião etc.: 28%

•           Mentiu sobre qualificações: 25%

•           Compartilhou informações confidenciais de ex-empregadores: 24%

•           Esteve ligado a prática criminosa: 22%

•           Adotou um apelido não profissional na rede: 21%

•           Mentiu sobre uma ausência: 13%

Por outro lado, um terço (33%) dos empregadores disseram haver encontrado conteúdo na internet que os deixou mais propensos a contratar o candidato. Mais que isso, 23% acharam informações que diretamente os levaram à contratação, percentual que era de 19% no ano passado.

Algumas das razões mais comuns que motivaram a aprovação do profissional com base em suas redes sociais foram:

•           Recrutador teve boa percepção da personalidade do candidato, podendo detectar se ele estava alinhado à cultura da empresa: 46%

•           Informações do histórico do candidato sustentavam suas qualificações profissionais para a vaga: 45%

•           Site do candidato passava uma imagem profissional: 43%

•           Perfil do candidato era abrangente e mostrava um amplo raio de interesses: 40%

•           Candidato tinha boas habilidades de comunicação: 40%

•           Candidato era criativo: 36%

•           Candidato havia recebido prêmios ou menções honrosas: 31%

•           Outras pessoas haviam postado boas referências sobre o candidato: 30%

•           Candidato havia interagido com os perfis da empresa do recrutador nas mídias sociais: 24%

•           Candidato tinha um grande número de seguidores: 14%

 

Muitos profissionais e recrutadores têm tomado medidas para proteger sua privacidade e evitar superexposição diante de possíveis empregadores. Quase metade (47%) dos trabalhadores apenas dividem seus posts com a família e os amigos, 41% mantêm seu perfil em modo privado e 18% separam o perfil profissional do pessoal. Vinte e oito por cento dos trabalhadores disseram não utilizar mídias sociais.

 

 

Por Valor Econômico

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