» esqueci a senha

Ainda não possui login? Cadastre-se.

notícias e artigos


Jovens aceitam ganhar menos em troca de horários flexíveis no trabalho

publicada em 21/10/2019

Home office, flexibilidade de horários e mais tempo para a família. Mais que salários altos ou cargos importantes, os jovens no mercado de trabalho buscam equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. O novo modelo, segundo reportagem do New York Times, pode trazer repercussões positivas para todos os funcionários das empresas.

Apple, Walmart e Salesforce são exemplos de grandes corporações que já buscam maneiras de ajudar seus funcionários na busca por esse equilíbrio — e atrair assim os melhores talentos. 

“Os jovens provaram que não é preciso estar no escritório das 9h às 17h para ser um funcionário eficiente,” diz Ana Recio, vice-presidente executiva da recrutamento global da Salesforce.

Para essa geração, o trabalho tem de se adaptar às demandas pessoais do dia-a-dia. Isso inclui mais oportunidades para o home-office e horários de entrada e saída mais flexíveis para poder cuidar dos filhos. Com o mundo conectado pela internet, não haveria motivos para que o trabalho fosse diferente.

O desejo por horários mais flexíveis não é exclusivo dos mais jovens. Gerações anteriores também querem esse benefício, mas são mais relutantes em pedir por isso. Os mais velhos, inclusive, se ressentem de verem empregados mais novos pedindo por coisas que eles não tiveram quando tinham a mesma idade.

“A geração Z é tão socialmente consciente e progressista que está pedindo por coisas que as gerações anteriores tinham medo de pedir,” diz Recio.

“Anos atrás, a entrevista de emprego era uma prova,” diz Kamaj Bailey, que trabalha no recrutamento da Con Edison, uma empresa de energia. “Hoje, é uma conversa. Os candidatos querem mostrar que são bons profissionais, mas querem saber se a empresa tem o que eles esperam.”

Uma repercussão positiva do novo modelo é em relação à maternidade. Segundo pesquisas, existe um estigma no mercado de trabalho que afeta negativamente as mães que pedem mais flexibilidade para cuidar dos filhos. Com o novo modelo, mais pais estão pedindo por horários flexíveis, ajudando a diminuir o estigma com mulheres.

“Eu posso levar meu filho para a escola todos os dias,” diz Jonathan Wong, 36, que aceitou um emprego com salário 30% menor em troca de um cronograma mais flexível em outra empresa. “Se o problema com excesso de trabalho tem que ser resolvido, os homens têm de fazer sua parte.”

 

Por Época Negócios

« voltar
óbile ©