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China conquista vitória simbólica e inicia campanha de ajuda internacional contra pandemia

publicada em 19/03/2020

Pela primeira vez desde o início da epidemia de coronavírus, a China não registrou nenhum caso de contaminação local, uma vitória simbólica que permite ao país lançar uma campanha de ajuda internacional.

As autoridades temem agora o aumento dos casos importados devido ao avanço incontrolável da pandemia de COVID-19 na Europa, o novo epicentro, particularmente na Itália, Espanha e França

Desde quarta-feira, o número de pessoas mortas no resto do mundo é superior aos óbitos na China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez em dezembro, na cidade de Wuhan.

E nesta quinta-feira, o ministério chinês da Saúde anunciou não registrou nenhuma contaminação de origem local em 24 horas, o que marca o início de uma nova etapa.

Outro dado importante: nas últimas 24 horas a China registrou apenas oito mortes, totalizando 3.245 vítimas fatais desde o início da epidemia.

Ao mesmo tempo, as autoridades anunciaram 34 pessoas contaminadas procedentes do exterior, um recorde.

Em sua maioria são chineses que retornam de países duramente afetados pelo novo coronavírus. Os casos importados totalizam 189.

A China, país mais afetado pela COVID-19, registra 80.928 contagiados, dos quais 87% foram curados.

“Não devemos permitir a reversão da tendência positiva obtida por meio de grandes esforços”, advertiu o presidente chinês Xi Jinping em uma reunião do Partido Comunista da China (PCC).

Para evitar que os viajantes procedentes do exterior reativem uma epidemia que parece controlada, o governo decidiu impor uma quarentena obrigatória a todas as pessoas que chegam ao país.

Em Pequim, todos os viajantes são levados para hotéis de quarentena, exceto as pessoas que moram sozinhas, menores de idade e mulheres grávidas, que podem cumprir o confinamento em suas residências.

A China, que demorou a reagir quando o vírus foi detectado em dezembro, deseja agora prevenir o risco de uma segunda onda procedente do exterior com ajuda aos países mais afetados pelo novo coronavírus.

Na quarta-feira, a China entregou um milhão de máscaras de proteção à França, anunciou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian.

O primeiro avião que pousou na França com a carga preciosa também transportava trajes de proteção e luvas médicas, informou o embaixador chinês em Paris, Lu Shaye.

Na semana passada, a China enviou 1,8 milhão de máscaras para Espanha e Itália, os países europeus com o maior número de vítimas fatais.

O primeiro avião que pousou na França com a carga preciosa também transportava trajes de proteção e luvas médicas, informou o embaixador chinês em Paris, Lu Shaye.

A presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, anunciou na quarta-feira que a China enviaria uma grande quantidade de material médico ao bloco em breve.

O material inclui dois milhões de máscaras cirúrgicas, 200.000 máscaras do tipo N-95 (que protegem da contaminação) e 50.000 testes de detecção.

A Itália, país europeu mais afetado, também conta com a presença de médicos chineses especializados no combate a pandemias.

Na segunda-feira, o presidente Xi Jinping prometeu ao primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, durante uma conversa telefônica, que a ajuda não vai parar.

Especialistas chineses também viajaram a países fora da União Europeia, como Irã ou Iraque, e outros seguirão em breve para a Sérvia.

As autoridades de saúde chinesas também compartilham sua experiência e dão conselhos em videoconferências.

O setor privado chinês também participa na campanha de ajuda.

A Alibaba, gigante do comércio on-line, enviou, por meio de sua fundação, máscaras para França, Espanha e Itália.

A China tenta restaurar sua imagem abalada no início da pandemia e expressou “indignação” depois que o presidente americano Donald Trump chamou o novo coronavírus de “vírus chinês”.

 

Por IstoÉ

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